24/04/2024

5 DÉCADAS DE LOGÍSTICA EMPRESARIAL


Este artigo científico que já completa 13 anos, é muito coeso com os fatos atuais, 2014.

Os créditos aos pesquisadores abaixo.

Cinco décadas de logística empresarial e administração da cadeia de suprimentos no Brasil

ARTIGOS

ARTIGO CONVIDADO

Cinco décadas de logística empresarial e administração da cadeia de suprimentos no Brasil

Claude Machline

Professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Fundação Getulio Vargas - São Paulo - SP, Brasil claude.machline@fgv.br

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento da logística empresarial e da administração da cadeia de suprimentos no Brasil transcorreu de modo semelhante à sua evolução nos Estados Unidos, com alguns anos de defasagem em relação aos progressos norte-americanos. Em síntese, o tópico transporte, que era o foco do interesse nas décadas de 1950 e 1960, foi ampliado nas décadas de 1970 e 1980, transformandose em nova área de saber, a logística empresarial. Essa função administrativa, numa visão mais abrangente do que a que antes vigorava, incorporava ao transporte a gestão dos estoques, o armazenamento, os depósitos, a informação e a comunicação. Por sua vez, a partir dos anos 1990, em novo salto conceitual, prevaleceu a visão da cadeia de suprimentos, que constituía um alargamento (e também um alongamento) da noção de logística empresarial, estendendo essa última a toda a cadeia de fornecedores, a montante, e a toda a cadeia de clientes, a jusante da empresa.

TRANSPORTE DOS MATERIAIS

O transporte dos materiais - matérias-primas, produtos em fabricação e produtos acabados - sempre mereceu atenção por parte dos responsáveis pela gestão industrial, por ser assunto estreitamente ligado ao leiaute e à estrutura física do prédio e por ter implicações na produtividade, na qualidade, na segurança no local de trabalho e nos custos da operação. Todos os manuais de administração da produção da época (Maynard, Ireson e Grant) dedicavam vários capítulos ao prédio industrial, ao arranjo físico e ao transporte interno dos materiais (material handling).

Em vista dos imperativos operacionais e dos custos envolvidos, o transporte das matérias-primas, dos componentes e dos demais insumos, desde suas fontes até a fábrica, sempre foi tópico essencial da administração da produção e constituiu um dos fatores mais relevantes para a localização da indústria. Pelas mesmas razões, o escoamento dos produtos acabados até os centros de consumo (distribuição) também erigia-se numa consideração de máxima importância para a escolha da localização da empresa.

A escala crescente das operações nas décadas do pós-guerra, de 1945 em diante; o advento de novos equipamentos e tecnologias de transporte, tais como a empilhadeira de garfos, o transelevador, a paletização, as correias transportadoras, o contêiner; e os graus crescentes de mecanização e automação exigiam que se desse um nível de atenção sempre maior ao transporte, tanto de entrada (input) quanto interno e de saída (output). A engenharia de produção e a engenharia econômica, que analisam os equipamentos e permitem determinar os mais adequados, técnica e economicamente, encontravam, na área de transporte, um fértil campo de aplicações.

O crescimento econômico do País, sua modernização, a oficialização do nascimento da indústria automobilística nacional (1957), a construção das primeiras estradas de rodagem (via Anchieta, via Dutra) chamavam a atenção do público para uma área carente, a deficiente infraestrutura rodoviária.

A advertência do Presidente Washington Luiz, pronunciada 30 anos antes, começou finalmente a ser ouvida pelos governos federal e estaduais: "Governar é abrir estradas".

Atendendo à demanda do mercado, a Editora Abril lançou, em 1963, a primeira revista técnica dedicada ao setor, Transporte Moderno.

Algumas empresas privadas investiram, nos anos 1960, em iniciativas pioneiras na área de transportes. A Viação Cometa montou linhas de ônibus modernos, rápidos, limpos, confortáveis, entre algumas capitais do País. Os motoristas eram cuidadosamente selecionados, inclusive no aspecto psicológico. Para evitar que dormissem nos longos percursos noturnos, eram obrigados a se recolher em dormitórios da empresa algumas horas antes de cada viagem. A Cometa também foi pioneira no controle do consumo de combustível, lubrificante, pneus e peças de cada veículo, calculando seu desempenho e custo individual. A Real Aerovias e a Varig demonstraram às demais empresas de transporte a necessidade e as vantagens de uma bem-organizada manutenção. Estimuladas por esses exemplos, as transportadoras começaram a adotar essas boas práticas gerenciais, antes inéditas na cultura das empresas. Mais tarde, empresas públicas de transporte, como a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo de São Paulo (CMTC), com sua frota de 10 mil ônibus, tornaram-se adeptos modelares dos melhores sistemas de manutenção e controle de frotas.

Outras iniciativas precursoras da década de 1960 foram: a criação do autotrem, isto é, uma composição na qual, colocados sobre vagões-plataformas, os caminhões são transportados por trem, uma inovação do empresário Walter Lorch, controlador da Translor; a tentativa de transportar automóveis zero-quilômetro de São Bernardo do Campo para as demais regiões do País por navios de cabotagem roll-on roll-off; a façanha de distribuir regularmente botijões de gás de petróleo liquefeito de porta a porta para centenas de milhares de domicílios.

São Paulo estava se tornando a terceira maior cidade do mundo. Empresas tinham que distribuir diariamente milhares de produtos a milhões de pessoas. O mero vulto dessas operações, realizadas apesar de obstáculos de todo tipo, representava uma façanha administrativa, independentemente da obtenção de padrões aceitáveis de frequência, pontualidade e regularidade.

Em 1965, o governo cria, no Ministério dos Transportes, a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot), um think tank dos macroproblemas nacionais de transporte, cujos conceituados estudos tornaram-na uma referência nacional no assunto.

NASCIMENTO DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL

Nos Estados Unidos, na década de 1960, uma nova visão gerencial estava alterando a percepção anteriormente dominante acerca da área de transporte. Notava-se que a tarefa de entregar o produto na quantidade certa, no local certo, na hora certa, incluía mais do que o transporte em si. A integração da gestão dos estoques, do armazenamento, das compras, da produção, da comunicação e da informação seria necessária para abastecer corretamente, ao mínimo custo possível. Em vez da única variável transporte, a equação do abastecimento necessitava a introdução de mais variáveis. Os militares, de longa data, vinham utilizando o termo logística para designar o suprimento de munições e provisões às tropas nos campos de batalha. Os resultados da logística militar, que havia contribuído decisivamente para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial, incitavam as empresas a adotar seus ensinamentos. Também influiu na aceitação da nova visão logística a divulgação das técnicas de pesquisa operacional. Essa área propunha a quantificação da gestão, por meio da criação de modelos matemáticos para solução dos problemas administrativos complexos, como, em especial, os de transporte. Um problema típico era, por exemplo: que fábricas ou que filiais deveriam abastecer quais mercados, para minimizar os custos totais da operação?

As técnicas quantitativas usavam algoritmos, como em gestão de estoques, programação linear, teoria de filas de espera, programação de projetos; heurísticas, como em programação da produção, roteirização de frotas, alocação de recursos; ou simulação de modelos, para problemas complexos demais para poderem ser resolvidos por algoritmos.

A teoria dos sistemas popularizara o conceito de otimização do sistema, visto como um todo, por oposição à subotimização de uma ou algumas de suas partes. Se um sistema for composto de duas partes, digamos: transporte e estoques, e se o gestor só pensar na otimização do transporte, reduzindo, por exemplo, o custo do transporte, mas aumentando o estoque, ele estará subotimizando, em vez de otimizar. Os trabalhos de Jay Forrester, no Massachussets Institute of Technology (MIT), relativos à dinâmica dos sistemas, divulgados a partir de 1958, analisavam a influência da alteração da demanda do consumidor final sobre a disponibilidade dos produtos na fábrica. Exerceram forte influência sobre a divulgação da nova abordagem logística, em que as variáveis estão interligadas.

Os títulos dos livros publicados mostram a evolução do pensamento gerencial, do transporte para a nova área, que, por tradição, guardou a designação de logística, mas, por necessidade de diferenciação do campo militar, denominou-se logística empresarial (business logistics). Em 1957, os professores George P. Baker e Gayton F. Germane escreveram um livro de 523 páginas, Case Problems in Transportation Management. Entre 1960 e 1966, o professor Karl M. Ruppenthal, da Graduate School of Business da Stanford University, editou cinco volumes de trabalhos relativos a transporte, demoninados Revolution in Transportation, Challenge in Transportation, Transportation Frontiers, Issues in Transportation Economics e Transportation and Tomorrow, num total de 1.126 páginas. Todavia, em 1963, editou um volume de 173 páginas, com o título New Dimensions in Business Logistics; e outro, em 1968, Business Logistics in American Industry, de 403 páginas. A expressão business logistics estava fazendo sua entrada em cena.

Em 1963, J. L. Heskett, igualmente da Stanford University, editava uma obra de 146 páginas sobre Business Logistics: Appraisal and Prospect.

Em 1964, veio à luz o primeiro livro didático sobre o tópico em foco, de autoria de J. L. Heskett, Robert M. Ivie e Nicholas A. Glaskowsky Jr, os dois últimos da Ohio State University, com o título Business Logistics, Management of Physical Supply and Distribution.

Os livros de logística empresarial sucedem-se. Em 1968, aparece o conhecido livro-texto de John F. Magee, Industrial Logistics; Analysis and Management of Physical Supply and Distribution Systems.

Ronald H. Ballou produz, em 1978, seu Basic Business Logistics, Transportation, Materials Management, Physical Distribution.

O primeiro livro nacional de logística, da autoria do então professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo Reginald Uelze, saiu do prelo em 1974, com o título Logística Empresarial, uma Introdução à Administração dos Transportes. Deve-se creditar também ao professor Uelze, secundado por colegas de Departamento de Produção e Operações Industriais da FGV-EAESP, notadamente os professores Kurt E. Weil e Wolfgang Schoeps, a iniciativa de convidar os professores Germane e Ruppenthal para ministrar palestras, no ano de 1972, sobre logística empresarial, em São Paulo. Foram as primeiras conferências proferidas no Brasil sobre o tema.

Entre as diversas instituições que começaram a efetuar pesquisas, consultorias e publicações nessa fase, destacam-se o Instituto de Movimentação e Armazenamento de Materiais (IMAM), em São Paulo, e o Centro de Estudos em Logística (CEL), do Instituto de Pós-graduação e Pesquisa em Administração de Empresas (Coppead), fundado em 1991, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

CADEIA DE SUPRIMENTOS

Assim como a logística empresarial ampliou o conceito de transporte, adicionando-lhe as dimensões de compras, gestão de estoques, armazenamento, comunicação, informação e administração, assim também uma nova concepção, chamada cadeia de suprimentos (supply chain), surgiu na comunidade empresarial e veio enriquecer o ponto de vista logístico.

Embora se debata ainda intensamente se a noção de cadeia de suprimento acrescenta algo substantivo ao conteúdo da logística, a definição dada pelo Supply Chain Council (2002) joga alguma luz sobre a matéria: "cadeia de suprimento abrange todos os esforços envolvidos na produção e na entrega de um produto final desde o fornecedor do fornecedor até o cliente do cliente".

Enquanto a logística concentra-se nas operações da própria empresa, a cadeia de suprimentos olha desde o início até os elos finais da corrente de fornecedores e clientes. E com uma visão mais ampla e panorâmica do que a visão logística. Além da preocupação de todas as empresas com o que ocorre ao longo de toda a sua cadeia, é necessário um intenso grau de colaboração entre empresas ao longo da cadeia de suprimentos para que se atinja maior eficiência. Reuniões periódicas entre cliente - por exemplo, um supermercado - e seus fornecedores-fabricantes de mantimentos são efetuadas a fim de promover essa integração, sobretudo compartilhando informações relativas à demanda e aos estoques e adotando uma atitude amigável em vez de uma postura de confronto.

Essa filosofia tem recebido o nome de Efficient Consumer Response (ECR) e seu objetivo oficial é aumentar o lucro da operação ao longo da cadeia, resultando também na redução do custo do produto para o consumidor final. Os esforços colaborativos são ainda mais cruciais nas promoções e nos lançamentos de novos produtos. Pretende-se aumentar o giro dos estoques, reduzir as faltas nas prateleiras e facilitar as entregas.

A globalização, que se intensificou nas últimas décadas do século XX, força as empresas a aceitar a ideia de que estão inseridas numa cadeia de suprimentos, de extensão geográfica considerável.

A literatura técnica relativa a cadeias de suprimentos torna-se expressiva. Livros e artigos que anteriormente só traziam o termo transporte no seu título, agora, sempre nele incluem as palavras logística e supply chain. Um exemplo é um livro-texto clássico: Logistical Management; the Integrated Supply Chain Process, de Donald J. Bowersox e David J. Closs (1996), da Michigan State University, uma instituição de ensino proeminente nessa esfera de saber.

Proliferam revistas técnicas que tratam de transporte, logística e cadeias de suprimentos, podendo-se citar, entre outras, a Revista Tecnologística (1995); a Global, Comércio Exterior e Logística (2002); a Today Logistics and Supply Chain (2006). São criadas numerosas associações profissionais, tais como a Associação Brasileira de Logística (Aslog - 1989) e a Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML - 1997).

Multiplicam-se cursos de administração de logística e cadeias de suprimentos.

A FGV-EAESP cria, em 2005, um Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento (Celog), para realização de pesquisas e publicações na área.

O Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais (Simpoi), da FGV-EAESP, escolheu, para designar o tema do seu evento anual, em 2008, o título "Cadeias de Suprimentos Sustentáveis", associando dois temas administrativos da maior relevância, cadeias de suprimento e sustentabilidade.

As empresas nacionais ainda se encontram no limiar dessa era de colaboração entre os membros da cadeia de suprimentos. Receiam desvendar dados confidenciais aos fornecedores, que podem espalhálos aos seus concorrentes. Como declarou um participante das reuniões de grupo congregando elos da cadeia supermercadista: "Se é difícil o entendimento dentro da empresa, entre compras, vendas, produção, finanças, logística e outros setores, como vamos conseguir nos entender entre empresas?" Outro participante, instado a expor ao grupo sua metodologia de previsão de demanda, explicou sua reticência nas seguintes palavras: "Como posso falar abertamente? Tenho um fornecedor sentado na minha frente, um cliente à esquerda, um concorrente atrás de mim e meu chefe à direita".

As Figuras de 1 a 4 mostram graficamente a evolução dos conceitos aqui expostos, desde a era do transporte (Figura 1) até a era das redes de suprimentos (Supply NetworkFigura 4), passando pela era da logística empresarial (Figura 2) e pela era da cadeia de suprimentos (Figura 3), numa visão sempre mais ampla, sistêmica e global.





CONCLUSÃO

Os tópicos de logística e cadeias de suprimentos estão entre os que mais têm recebido atenção por parte de administradores. Assuntos tradicionalmente ensinados sob os nomes de gestão de materiais, armazenamento, administração de almoxarifados, transportes hoje são englobados sob a denominação genérica de logística ou cadeias de suprimento. Apesar de essa tendência já se ter manifestado por várias décadas, muitos estudiosos consideram que os novos termos não passam de uma criação semântica, que a expressão cadeia de suprimento é apenas um elegante sinônimo de logística e que logística, por sua vez, é um lindo modismo para dizer transporte. Outros, esquecidos de que a logística abrange a entrada de materiais na empresa (inputs), o transporte interno (material handling), a saída (outputs) e a reversa, ou seja, a reciclagem (reverse), reduzem a logística à distribuição dos bens finais.

Algumas empresas de grande porte estão criando o cargo de Diretor de Cadeias de Suprimento, com total responsabilidade sobre o abastecimento da empresa e o fornecimento aos clientes. Entenderam, como se acabou descrevendo neste breve histórico, que os nomes de logística e cadeia de suprimento não constituem apenas modas terminológicas, mas encerram conceitos inovadores de integração de funções e interligação entre empresas.

  • BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001.
  • BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 2010.
  • BARBIERI, J. C; MACHLINE, C. Logística hospitalar, teoria e prática 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
  • CORRÊA, H. L. Changes in the role of production and operations management in the new economy. Journal of Operations and Supply Chain Management (JOSCM), v. 1, n. 1, p. 1-11, 2008.
  • DIAS, M. A. P. Administração de materiais, uma abordagem logística 5. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
  • FIGUEIREDO, K. F; FLEURY, P. F; WANKE, P. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento do fluxo de produtos e dos recursos. São Paulo: Atlas, 2003.
  • MAGEE, J. F. Logística industrial: análise e administração dos sistemas de suprimentos e distribuição. São Paulo: Pioneira, 2001.
  • NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição Rio de Janeiro: Campus, 2001.
  • PIRES, S. R. I. Gestão da cadeia de suprimentos: conceitos, estratégias, práticas e casos. São Paulo: Atlas, 2004.

Datas de Publicação

  •  Publicação nesta coleção
    27 Jun 2011
  •  Data do Fascículo
    Jun 2011

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Aumenta o número de sinistro no transporte de cargas na região Sudeste

 

Roubo de cargas cresce 10,5% no Sudeste e região segue na liderança de ocorrências

 

 

 

 

 

Em 2023, o Brasil registrou mais de 17,1 mil roubos de carga, um crescimento de 4,8% na comparação com o ano anterior. Segundo cálculos da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, o prejuízo anual ultrapassa R$ 1,2 bilhão. Conforme dados divulgados nesta semana na “Análise anual de roubo de cargas nstech”, o Sudeste continua na liderança dos prejuízos e ocorrências de roubo de cargas. O relatório completo está disponível.

A região registrou crescimento de 10,5% em relação a 2022. Em contrapartida, o Nordeste reduziu a participação no cenário de roubos — em 2022, a região teve o maior crescimento nos roubos, uma alta de 37% em relação a 2021 e reverteu o cenário, passando de 15% em 2022 para 8,3% em 2023. 

Conforme o relatório, o Sul apareceu como terceiro colocado no ranking por região, subindo de 3% em 2022 para 6,5% em 2023. Já o Centro- Oeste reduziu em 50% os prejuízos com o roubo de cargas. Destaque para o Norte, que caiu de 1,5% para 0,1% na comparação entre 2022 e 2023. 

“No final do dia, 99,9% das cargas no Brasil têm seguro em virtude da alta criminalidade, da alta concentração que temos de roubo de cargas. Nos últimos 20 anos, o Brasil vem figurando sempre na relação de países com maior criticidade para roubo de cargas no mundo. Então, trazemos esses dados para enriquecer a qualidade das operadoras e para que os embarcadores e transportadores possam tomar medidas antes para evitar, prevenir realmente o risco, fazer uma gestão preditiva”, explicou o VP de Inteligência e Relacionamento de Mercado da nstech, Mauricio Ferreira. 

TIPO DE CARGA 

As operações com cargas fracionadas e produtos alimentícios permaneceram entre as mais visadas pelas quadrilhas de roubo de cargas. Juntos, estes tipos de carga representaram 66,5% dos prejuízos. Em 2023, os cigarros ocuparam a terceira posição no ranking, com um aumento de 3,2 pontos percentuais em relação à 2022 – quando ocupavam o sexto lugar, com 4,6% dos sinistros. 

As bebidas registraram queda de 80% no prejuízo com roubo de cargas. Já os prejuízos em ocorrências envolvendo medicamentos saltaram de 3,3% em 2022 para 7,2% em 2023 

ÁREAS URBANAS X RODOVIAS 

Segundo a pesquisa, os trechos urbanos permanecem na liderança dos locais campeões em abordagem de criminosos. As áreas com maiores prejuízos foram nas rotas SP X SP (50,9%) e RJ X RJ (8%). Nos trechos urbanos, as mercadorias mais visadas foram as cargas diversas, cigarros, medicamentos, alimentícios e eletrônicos. Juntos, representaram 89,2% do prejuízo. 

Conforme dados da análise, entre as rodovias, destaque para a BR-050, com 7% do prejuízo total em 2023. O trecho mais vulnerável foi o que liga Goiás e São Paulo, com 31,3% dos prejuízos. Na BR-050, as ocorrências foram concentradas às quartas-feiras, com 34,1% dos prejuízos registrados no período da tarde e as cargas mais visadas foram as fracionadas, com 80,7% dos prejuízos. 

 A BR-116, reconhecida pela tradicional vulnerabilidade, registrou 6% dos prejuízos com roubo de cargas em 2023. Em 2022, esse percentual era de 13%. 

Nas rodovias, as cargas diversas somaram 58,1% do prejuízo, seguida por produtos alimentícios (20,4%) e químicos (8,5%). As ocorrências foram concentradas no período da madrugada, com destaque para as terças-feiras (28,1%) e sextas-feiras (20,6%). 

DESEMPENHO DOS ESTADOS 

Segundo o levantamento da nstech, as três primeiras posições do ranking de prejuízos por estado não sofreram alterações em 2023 na comparação com 2022. Conforme percentual por valor de prejuízo, São Paulo ocupa a primeira colocação com 50,2%, seguido do Rio de Janeiro (18,2%) e Minas Gerais (12,9%).  

Em compensação, o Paraná registrou aumento de 2,4 pontos percentuais e subiu da nona posição para o quarto lugar. Outros estados que tiveram crescimento nos prejuízos entre os anos de 2022 e 2023 foram Santa Catarina (de 0,4% para 1,9%), Espírito Santo (de 0% para 1,3%), Mato Grosso do Sul (0,3% para 0,6%) e Alagoas (0,2% para 0,6%). Os estados em queda foram BA, PE, GO, RS, MA, PI, CE, MT, PA, PB, AM, RN e TO. 

INVESTIMENTOS EM GERENCIAMENTO DE RISCO 

A análise também aponta que em 2023 as três gerenciadoras de risco do grupo nstech gerenciaram mais de R$ 1,9 trilhão em cargas nas mais de 15 milhões de viagens realizadas pelos clientes. Os indicadores contemplam sinistros evitados, sinistros recuperados e sinistros nos quais as quadrilhas lograram êxito. 

Em 2023, considerando a média das três gerenciadoras de risco do ecossistema nstech (BRK, Buonny e Opentech), foi registrado o maior e melhor índice de sinistros evitados/recuperados: 74%. Segundo a statup, esse percentual corresponde a mais de R$ 340 milhões em sinistros evitados ou recuperados em 2023. 

De acordo com o  CEO e fundador da nstech, Vasco Oliveira, apesar de ainda ter um caminho extenso pela frente, 2023 foi um ano importante para demonstrar que os esforços feitos pelo mercado em direção à segurança rodoviária estão se refletindo positivamente.  

"Na nstech, temos realizado o gerenciamento de risco efetivo e constantes investimentos em inovação, fortalecendo a tríade de soluções que oferecemos para a segurança logística: cadastro, monitoramento e gestão de contratos. Precisamos nos unir cada vez mais para continuar desenvolvendo recursos que minimizem o cenário progressivamente. Para isso, a colaboração é a melhor saída", disse. 

PANORAMA DOS ÚLTIMOS ANOS  

De acordo com o VP de Inteligência e Relacionamento de Mercado da nstech, Mauricio Ferreira, a tendência de prejuízos de roubos de cargas no Brasil flutuou entre R$ 1,2 e R$ 1,5 bilhões nos últimos 10 anos. Em relação à quantidade, estava reduzindo, apesar de um pico máximo em 2017, mas de 2021 para 2022 houve um leve aumento, em torno de 600 ocorrências a mais. 

Ainda conforme explicação do executivo, no ano passado piorou: saiu de cerca de 14 mil para cerca de 17 mil a mais. “Ou seja, em quantidade voltou a crescer e em valores ele manteve. O que mudou? Primeiro, a complexidade de logística, principalmente às questões relacionadas ao e-commerce. As indústrias querem estar mais perto e atender o cliente do jeito que ele quer. E nós, clientes finais, queremos receber mais rápido, aumentando o transporte rodoviário”, explicou.   

PARTICIPAÇÃO DO PODER PRIVADO 

Na avaliação de Mauricio Ferreira, o roubo de carga não é combatido pelo poder público. "O poder público não combate. Na nossa visão, quem faz a diferença e quem traz o controle no roubo de carga é o poder privado. São as empresas, são as transportadoras e são investimentos 100% privados nas gerenciadoras e em todo o ecossistema de tecnologia que mantém sob controle a criminalidade. Somente nós evitamos um prejuízo de R$ 340 milhões. Com as três gerenciadoras de riscos, temos 50% do mercado", ressaltou. 

 

23/04/2024

Como alcançar a receita de sucesso para melhorar a eficiência e a competitividade


No setor dinâmico e altamente competitivo de transporte e logística, onde a eficiência e a pontualidade são cruciais, é preciso encontrar formas para melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a satisfação do cliente. 

Nesse contexto, uma metodologia tem se destacado como uma abordagem poderosa para atingir esses objetivos de forma sistemática e sustentável. 

Provavelmente você já deve ter ouvido falar da metodologia Lean e se ela ainda não faz parte da gestão da empresa onde trabalha, então, ela corre o sério risco de ficar para trás diante dos seus competidores. 

O objetivo da metodologia Lean é minimizar desperdícios em todos os processos e maximizar o valor para o cliente, tornando as rotinas de trabalho mais dinâmicas e melhorando significativamente a eficiência operacional. 

Ao eliminar desperdícios e simplificar processos, fica viável produzir mais com menos recursos, reduzindo custos e aumentando a capacidade de atender à demanda do mercado de forma rápida e eficaz. Isso não apenas melhora a rentabilidade a curto prazo, mas também aumenta a capacidade da empresa de se adaptar a mudanças nas condições do mercado a longo prazo. 

Na logística, na prática, tudo isso envolve identificar e eliminar desperdícios em todas as etapas da cadeia de suprimentos, desde o armazenamento até a entrega final. Como resultado, deve-se buscar a redução do tempo de espera nos armazéns, a otimização das rotas de transporte, a minimização do tempo de inatividade dos veículos e a melhoria da precisão no processamento de pedidos. 

A metodologia também pode contribuir com tempos de entrega mais rápidos, menor consumo de combustível, uso mais eficiente dos recursos e, consequentemente, maior lucratividade. 

Outro ponto importante referente à metodologia Lean é o fato de promover uma cultura de melhoria contínua, estimulando a inovação dentro da organização. Ao enfatizar a importância da identificação e eliminação de desperdícios, encoraja os funcionários a procurar constantemente maneiras de fazer as coisas melhor e mais eficientemente. Isso não apenas aumenta a motivação e o engajamento dos funcionários como também leva a ganhos na produtividade e na qualidade. 

Por fim, outro aspecto fundamental do Lean é o foco no valor agregado para o cliente. Ao eliminar atividades que não agregam valor ao produto ou serviço final, as empresas podem oferecer produtos de melhor qualidade a preços mais competitivos. Além disso, a abordagem centrada no cliente do Lean também ajuda as empresas a entender melhor as necessidades e preferências dos clientes, permitindo-lhes desenvolver produtos e serviços que atendam melhor às suas expectativas. 

Contudo, devo alertar que implementar a metodologia Lean não é uma tarefa simples. Demanda tempo e requer um compromisso da liderança, investimento em treinamento e desenvolvimento de funcionários e uma mudança cultural significativa em toda a organização. Além disso, a implementação do Lean não deve ser visto como um processo único, mas sim um esforço contínuo. 

Agora que ficaram claros a importância do Lean e de seus benefícios, quero compartilhar alguns  exemplos práticos que ocorreram na BBM Logística, apenas dois meses depois da metodologia ser implementada na empresa. 

Na área administrativa, após um amplo mapeamento, redesenho e internalização do processo, o custo de envio e recebimento de correspondência foi reduzido em 80%, zerando a ocorrência de desvios de documentos no setor administrativo. 

Já na área operacional, o tempo do checklist de manutenção de veículos de transporte foi diminuído em 60%. Antes, os 100 pontos de checagem da manutenção consumiam uma hora e 45 minutos em cada veículo. Ao final de três dias de mapeamento, treinamento, discussões, adequações do quadro de ferramentas e definição do fluxo contínuo, foi possível reduzir o tempo do checklist para 40 minutos por veículo. 

Em resumo, se sua empresa não quer ficar para trás e precisa achar novas formas para melhorar a eficiência operacional, reduzir custos, aumentar a satisfação do cliente e promover uma cultura de melhoria contínua, então, a abordagem da filosofia Lean deve fazer parte da gestão. 

Embora sua implementação seja desafiadora, seus benefícios a longo prazo fazem dela uma ferramenta inestimável para as empresas se manterem competitivas em um mercado em constante mudança, garantindo sua relevância e sucesso a longo prazo. 


* Antonio Wrobleski é presidente da BBM Logística. 

20/04/2024

Banco BRADESCO

O **Banco Bradesco** teve sua origem em **1943**, quando foi fundado em **Marília**, no interior de São Paulo, com o nome de **Banco Brasileiro de Descontos**. Sua estratégia inicial consistia em atrair o pequeno comerciante, o funcionário público e pessoas de posses modestas. Isso era diferente dos bancos da época, que focavam apenas nos grandes proprietários de terras¹. O Bradesco foi um dos primeiros a estimular o uso de cheques por seus correntistas, orientando-os a preencher as folhas nas próprias agências. Em **1946**, a matriz do banco foi transferida para a capital paulista, na **Rua Álvares Penteado**, no centro da cidade. Com apenas oito anos de existência, em **1951**, o Bradesco já se tornava o **maior banco privado do Brasil**. Durante essa década, o banco expandiu sua atuação para o norte rural do Paraná e também decidiu erguer sua nova sede em **Osasco**. A construção da matriz levou seis anos para ser concluída. Além disso, em **1956**, foi criada a **Fundação Bradesco**, com o objetivo de oferecer educação gratuita a crianças, jovens e adultos carentes¹. Desde então, o Bradesco continuou a crescer e se tornou uma instituição financeira líder no Brasil, com uma trajetória marcada por inovações e pioneirismo em serviços bancários e tecnologia².

18/04/2024

A importância dos Belts na metodologia Seis Sigma

Introdução

A metodologia Seis Sigma é amplamente conhecida no mundo empresarial como uma abordagem eficaz para melhorar a qualidade e eficiência dos processos. Uma das características distintivas dessa metodologia é a utilização dos chamados "Belts", que representam diferentes níveis de conhecimento e habilidades em relação à aplicação da metodologia.

Os diferentes níveis de Belts

A metodologia Seis Sigma utiliza um sistema de Belts, semelhante às faixas de graduação no judô ou caratê. Existem seis faixas distintas: White Belt, Yellow Belt, Green Belt, Black Belt e Master Black Belt. Cada faixa representa um nível crescente de conhecimento e habilidades em relação à metodologia.

White Belt

O White Belt é a faixa mais básica na metodologia Seis Sigma. Esse profissional possui conhecimento básico sobre a metodologia, mas ainda não está preparado para liderar projetos de melhoria. Ele entende os fundamentos da metodologia, mas não possui conhecimento detalhado sobre as ferramentas necessárias para implementar projetos de melhoria.

Yellow Belt

O Yellow Belt possui um conhecimento mais aprofundado sobre a metodologia Seis Sigma. Além de entender os fundamentos da metodologia e os passos de um roteiro de melhoria, o Yellow Belt também é capaz de liderar projetos de baixa complexidade em sua área de atuação. Ele possui conhecimento sobre ferramentas de análise de processos e dados, mas em um nível mais básico.

Green Belt

O Green Belt possui um conhecimento mais avançado sobre a metodologia Seis Sigma. Além de dominar os fundamentos da metodologia e os passos de um roteiro de melhoria, o Green Belt é capaz de liderar projetos de média complexidade. Ele possui um amplo conhecimento sobre as ferramentas de análise de processos e dados e é capaz de realizar análises estatísticas mais avançadas.

Black Belt

O Black Belt é um nível acima do Green Belt e possui um conhecimento profundo sobre a metodologia Seis Sigma. Além de dominar todos os fundamentos da metodologia e os passos de um roteiro de melhoria, o Black Belt é capaz de liderar projetos de alta complexidade. Ele possui um amplo conhecimento sobre ferramentas estatísticas e é capaz de aplicá-las de forma eficaz em projetos de melhoria. Além disso, o Black Belt possui uma visão sistêmica e é capaz de identificar quais processos necessitam de melhorias em uma organização.

Master Black Belt

O Master Black Belt é o nível mais alto na hierarquia dos Belts da metodologia Seis Sigma. Além de dominar profundamente a metodologia, o Master Black Belt é capaz de liderar projetos de alta complexidade e orientar outros Belts. Ele possui um conhecimento avançado sobre todas as ferramentas estatísticas e de processos e é capaz de aplicá-las de forma eficaz em qualquer área da organização. Além disso, o Master Black Belt é responsável por promover uma cultura de melhoria contínua na organização e disseminar a metodologia para outros profissionais.

Considerações finais

A metodologia Seis Sigma utiliza o sistema de Belts para representar os diferentes níveis de conhecimento e habilidades em relação à metodologia. Cada Belt possui um papel importante na implementação de projetos de melhoria e na disseminação da cultura de melhoria contínua na organização. É essencial que cada profissional desenvolva suas habilidades e conhecimentos dentro da metodologia Seis Sigma, a fim de contribuir para o sucesso dos projetos de melhoria e o crescimento da organização.

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17/04/2024

Entendendo a Certificação em Six Sigma

O que é a certificação em Six Sigma?

A certificação em Six Sigma é um assunto bastante discutido e muitas vezes polêmico. Muitas pessoas falam sobre isso sem ter embasamento teórico ou prática para distinguir o que é verdade e o que é mito. Neste vídeo, vamos esclarecer tudo isso de forma clara.

A importância da certificação

Antes de mais nada, é importante ressaltar a importância da certificação em Six Sigma. Ter uma certificação pode abrir portas e oportunidades para os profissionais que desejam se destacar na área. No entanto, é preciso entender que a certificação em Six Sigma não é apenas um treinamento, é muito mais do que isso.

A certificação em Six Sigma é uma forma de comprovar que você possui conhecimentos e habilidades práticas na metodologia. É uma maneira de mostrar que você é capaz de aplicar os conceitos e ferramentas do Six Sigma em projetos reais, entregando resultados significativos para a organização.

As duas vertentes da certificação

Existem duas vertentes possíveis quando falamos sobre a certificação em Six Sigma. A primeira vertente é aquela em que você realiza um treinamento na metodologia e comprova seus conhecimentos por meio de uma avaliação formal e da aplicação de um projeto piloto. Esse projeto piloto pode ser didático, mas é importante que demonstre que você aplicou os conhecimentos na prática.

A segunda vertente é aquela em que as empresas exigem que você execute um projeto real, mostrando o quanto você conseguiu entregar de resultado com as ferramentas do Six Sigma. É necessário seguir os conceitos e etapas da metodologia, desde a definição do problema até a implementação e controle das melhorias.

O papel do controle na certificação

Um ponto importante a ser destacado é o papel do controle na certificação em Six Sigma. Não basta apenas entregar resultados, é preciso garantir que as melhorias se sustentem ao longo do tempo. No módulo de controle, é obrigatório controlar a melhoria e garantir que ela seja duradoura.

O processo de certificação em Six Sigma

Para obter a certificação em Six Sigma, é necessário passar por um processo de avaliação e desenvolvimento de um projeto piloto. Se você realiza um treinamento em uma instituição acreditada, você receberá um certificado ao completar a avaliação. Além disso, é necessário desenvolver um projeto piloto na prática e enviar um relatório detalhado para comprovar sua aplicação dos conceitos.

Para aqueles que estão buscando recolocação no mercado ou não possuem a possibilidade de desenvolver um projeto real no momento, é recomendado realizar um projeto piloto didático. Esse projeto deve simular o máximo de variabilidade possível para que você possa aplicar as ferramentas do Six Sigma. No entanto, após a conclusão do projeto piloto, é necessário realizar um projeto real para obter a certificação definitiva.

A prova de certificação pode ser realizada em instituições acreditadas ou com empresas certificadoras. O importante é que a prova seja prática e demonstre suas habilidades na aplicação do Six Sigma.

Conclusão

A certificação em Six Sigma é uma forma de comprovar seus conhecimentos e habilidades práticas na metodologia. É uma maneira de mostrar que você é capaz de aplicar os conceitos e ferramentas do Six Sigma em projetos reais, entregando resultados significativos. Seja através da realização de um projeto piloto ou de um projeto real, a certificação em Six Sigma pode abrir portas e oportunidades na carreira profissional.

Se você está interessado em obter a certificação em Six Sigma, lembre-se de buscar um treinamento adequado e seguir os conceitos e etapas da metodologia. Além disso, é importante manter-se atualizado e continuar praticando as habilidades aprendidas. Com dedicação e esforço, você poderá se tornar um profissional certificado em Six Sigma e se destacar no mercado de trabalho.

Aproveite para se inscrever no nosso canal e compartilhar este vídeo com outras pessoas que também estão interessadas em aprender mais sobre Six Sigma. Juntos, podemos produzir cada vez mais conteúdo interessante e relevante para vocês. Nos vemos no próximo encontro!

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13/04/2024

20 atitudes que te fazem evoluir


1. **Pratique o Autoconhecimento**: Entenda suas competências, valores e áreas de atuação. Conheça suas dificuldades e trabalhe nelas.

2. **Desenvolva a Inteligência Emocional**: Aprenda a lidar com suas emoções, construa relacionamentos interpessoais saudáveis e saiba enfrentar vitórias e derrotas.

3. **Estabeleça Metas e Objetivos Profissionais**: Trace um plano claro para sua carreira. Saiba onde quer chegar e defina metas para alcançar seus objetivos.

4. **Mantenha o Foco**: Concentre-se nas metas e evite distrações. Mantenha os olhos naquilo que realmente importa para sua carreira.

5. **Seja Versátil e Aberto a Possibilidades**: Esteja disposto a aprender coisas novas e adaptar-se às mudanças do mercado.

6. **Pratique Networking**: Construa uma rede de contatos profissionais. Relacionamentos podem abrir portas e oportunidades.

7. **Busque Soluções**: Em vez de focar nos problemas, concentre-se em encontrar soluções. Seja proativo.

8. **Mantenha o Ambiente Agradável**: Um ambiente de trabalho positivo contribui para o sucesso profissional.

9. **Ensine Outras Pessoas**: Compartilhe conhecimento e ajude colegas. Isso fortalece sua posição na equipe.

10. **Exercite o Autoconhecimento e a Autocrítica**: Saiba quem você é, quais são seus pontos fortes e fracos.

11. **Foco na Solução**: Em vez de reclamar dos obstáculos, concentre-se em superá-los.

12. **Fragmente Seus Planos em Pequenos Objetivos**: Divida suas metas em etapas menores e alcance-as gradualmente.

13. **Dedique-se com Eficiência**: Trabalhe com foco e produtividade.

14. **Compreenda que Objetivos não São Sonhos**: Transforme sonhos em metas tangíveis.

15. **Aperfeiçoe Suas Habilidades de Comunicação**: Saber se expressar é fundamental para o sucesso.

16. **Posicionamento Assertivo**: Defenda suas ideias e opiniões de forma respeitosa.

17. **Seja Grato por Tudo o que Já Possui**: A gratidão atrai mais coisas boas.

Lembre-se de que o sucesso profissional é subjetivo e varia para cada pessoa. Encontre o que é importante para você e siga seu próprio caminho rumo ao êxito! 🌟🚀

Fonte: ¹(https://www.tuacarreira.com/sucesso-profissional/) ²(https://conteudo.saraivaeducacao.com.br/desenvolvimento-profissional/atitudes-profissionais/) ³(https://jrmcoaching.com.br/blog/vencer-vida-conheca-atitudes-que-te-levam-esse-caminho/)

Origem: conversa com o Bing, 13/04/2024
(1) Sucesso profissional: como atingir com 20 dicas essenciais - Tua Carreira. https://www.tuacarreira.com/sucesso-profissional/.
(2) 17 Qualidades Pessoais Para Vencer Desafios e Superar Limites. https://bing.com/search?q=20+atitudes+para+vencer+na+carreira.
(3) 15 Atitudes profissionais para garantir uma carreira de sucesso!. https://conteudo.saraivaeducacao.com.br/desenvolvimento-profissional/atitudes-profissionais/.
(4) Vencer na vida – Conheça atitudes que te levam a esse caminho.

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